Malha Logística

 

Em termos do planejamento da “geografia logística”, temos que focalizar sabiamente nossos limitados recursos ONDE serão mais efetivos ao atendimento. Existem várias técnicas para isto, entre as quais Network analysis, Design logistic process e Value Stream Mapping (VSM) são as mais populares.

Value Stream Mapping (VSM) é uma boa técnica para representação gráfica do fluxo de materiais e informações ao longo da cadeia de abastecimento, na forma de um fluxograma. Apesar da recente popularização desta técnica, em função de suas virtudes é preciso lembrar que uma simbologia simples democratiza o entendimento pelos envolvidos. Outra ponderação é que a realidade do SCM geralmente é interdependente, o que implica que na pratica não existe uma cadeia única e isolada, mas inúmeras redes interrelacionadas, bem como consequencias desta configuração.

Desta forma procuramos representar através de um modelo uma realidade relevante e, utilizando softwares podemos simular a situação atual e as alternativas, quantificando as melhorias e gerando subsídios e conclusões muito enriquecedoras.

Ponderando vantagens, frequentemente utilizamos também outro método clássico empregado há décadas, que envolve o desenho da malha logística, baseado em uma simbologia normalizada, ilustrada pela figura a seguir:

 

Enfim, qualquer que seja a metodologia adotada, a analise da rede se inicia com a esquematização da cadeia de abastecimento atual, buscando oportunidades internas e na rede através da redução das perdas. Deste esforço resulta uma malha logística proposta (mais enxuta e agil), que pode ser analisada de forma estática, através de análise de sensibilidade ou se utilizando de modelagem e simulação computacional.

 

Organograma

 

O segundo instrumento que recomendamos para o planejamento tático identifica e comunica QUEM tem autoridade e pelo quê é responsável na estrutura logística.

Na prática, o detalhamento dos recursos humanos exige mais do que apenas o desenvolvimento da descrição do cargo, perfil (competências, habilidade e postura) e finalmente remuneração de cada profissional. Em algum momento percebemos que não será suficiente apenas “caixas anonimas", sendo necessário ajustar as habilidades das pessoas frente aos desafios logísticos, produzindo um “personograma”. Tão importante quanto é elaborar uma programação de treinamentos e qualificação técnica e administrativa, bem como estruturar um plano de careira e politicas para retenção de talentos.

 

 

S&OP

 

O terceiro instrumento tático para o desdobramento do planejamento estratégico é o processo mensal conhecido por aqueles que o praticam como Sales and Operations Planning.

O processo S&OP possibilita a visualização da implementação das estratégias através de uma janela do tempo, buscando equilibrar (sincronizar), em termos de QUANDO, o lado da demanda (vendas) com o lado da oferta (logística de distribuição, produção e suprimentos).

Inicia com o detalhamento o plano mestre de Marketing e Vendas, através da previsão dos volumes que serão vendidos e quantificando o faturamento líquido esperado. Então, determinando as necessidades a produzir e comprar, através do Plano Mestre de Produção e Suprimentos, identifica gargalos em potencial, decidindo como contorna-los, determinando então quais serão as coberturas dos estoques.

Conhecidos o faturamento, estoques, compras e o gasto logístico total futuros, em valores monetários, se torna possivel apurar o orçamento no horizonte relevante. Se ainda agregamos nestes números os investimentos requeridos para implementar os projetos logisticos, então seremos capazes de antecipar os resultados economicos da empresa, bastando daí acompanhar alguns indicadores de desempenho gerencial e acionar algumas ações corretivas para assegurar que estas expectativas sejam alcançadas.

 

 

Tecnologia da Informação

 

Finalmente, nada disto funcionará sem o suporte do quarto instrumento: a moderna telemática. Como é de conhecimento geral, os softwares de gestão empresarial e logística estão em continua evolução. No atual estágio desta evolução, podemos afirmar que os sistemas Enterprise Resources Planning (ERP) já atingiram um expressivo grau de maturidade e estabilidade. No entanto, os especialistas julgam que ainda existe muito a ser desenvolvido nas categorias de soluções de Supply Chain Management (SCM), como pode ser observado, por exemplo, nos sistemas de Business Inteligence (BI) e modelos de Balanced Scorecard (BSC), nos Advanced Planning Systems (APS), Supply Chain Execution (SCE), Warehouse Management Systems (WMS), Transportation Management Systems (TMS) e nos conduites de Vendor Management Inventory (VMI) e Colaborative Planning and Forecasting Replishment (CPFR).

As soluções de SCM e SCE abrangem inumeras funcionalidades e seu escopo cresce tanto a cada dia que é impossivel relacionar todas as possibilidades neste artigo. Na pratica, podemos dizer que já dispomos da tecnologia de que necessitamos para a colaboração na cadeia de abastecimento, de forma que este desafio reside na realidade no aspecto comportamental, qualificando as pessoas e ampliando paradigmas para utilizar estes recursos com disciplina e confiabilidade.

Conclusão

 

Encerrando este artigo, sugerimos que você compartilhe estas considerações com aqueles que estão envolvidos com a gestão da cadeia de abastecimento e, após compararem estas propostas com a realidade atual da sua empresa, promovam uma conversa sobre possiveis melhorias.

Para a implementação das estratégias logisticas é preciso colocar em

prática um planejamento tático dos processos logísticos.

Cursos recomendados:
Cartilha SCM

Da tática à Pratica Logística

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