Estrutura Organizacional

Cartilha Profissão Logística

Nestes tempos caóticos, repletos de mudanças e desafios, diversas organizações procuram por modelos modernos e robustos, capazes de responder com flexibilidade aos novos desafios do gerenciamento da Cadeia de suprimentos e redes de distribuição. Nossa proposta, com esta cartilha, consiste em propor um modelo conceitual da estrutrura organizacional da função logística típica, no sentido de direcionar eventuais processos de reestruturação. 

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A figura ilustra um organograma de referência, segmentando as diversas responsabilidades usuais da área de logística. Naturalmente, dependendo do porte da organização, as posições identificadas poderão ser designadas à diferentes profissionais ou acumuladas em poucas pessoas-chave. De qualquer forma, nos parece mais adequado distinguir os diversos papéis e atribuições.

 

1. Diretor de Supply Chain: Iniciamos a interpretação desta estrutura proposta pelo elemento executivo que responde por todas as atividades da logística. Cabe a este profissional o Planejamento e Gestão, que é realizado a partir do diagnóstico das necessidades dos diversos stakeholders (pessoas, departamentos, unidades e organizações envolvidas e afetadas pela Logística), e dos recursos disponíveis. A partir daí, no MANUAL DE LOGÍSTICA são definidas as diretrizes e estratégias logísticas capazes de abastecer os clientes internos e externos com materiais e informações na qualidade, tempo e custos exigidos. Portanto, capacidade de liderança, articulação política, integração funcional, gestão de conflitos, planejamento de longo prazo e tomada de decisão fazem parte das atribuições requeridas para este cargo estratégico.

 

A seguir, observamos que a figura sugere duas funções de Apoio (staff): Gestor da Qualidade Logística e Gerência de Projetos logísticos.

 

2. Na nossa proposta, cabe à Gestão da Qualidade logística a estruturação do Sistema da Qualidade, provendo suporte às funções de Linha e encaminhando auditorias no sentido de analisar problemas e identificar suas causas.

 

3. A função parceira no apoio da estrutura logística, é a Gerência de Projetos Logísticos, que é responsável pelos estudos de viabilidade, concepção de propostas e implementações das mudanças e inovações que asseguram a atualização e competividade da operação logística.

 

Daí, alcançamos as funções de linha da logística. Vejamos quais são, e quais as suas responsabilidades:

 

4. Planejamento: Atuando como o maestro da orquestra, buscando a harmonia e sincronia dos recursos, a função do planejamento realiza a previsão da demanda e, considerando a carteira de pedidos, planeja e controla os materiais e a produção.

 

5. Tecnologia de Informação: Em virtude da estreita relação entre logística e as soluções de sistemas e comunicações, algumas organizações reconhecem a necessidade de dedicar recursos de suporte de informática especificamente locados na área de logística, dada a intensidade de intervenções e tecnologias especializadas, tais como: Sistemas de Gerenciamento de Depósitos (Warehouse Management Systems, ou WMS), Módulos de Administração de Materiais, Planejamento de Materiais e Recursos (MRP), Aprazamento e Empenho de Produtos, controle de Inventários, Roteirizadores, Código de Barras, Rádio/Frequência, ECR (Eficient Consumer Response), VMI (Vendor Management Inventory) e Internet (B2B/B2C).

 

6. Aquisição: A partir das necessidades identificadas pelo planejamento, ativa-se o proceso de reposição, que envolve a requisição e o seguimento (Follow-up). Também faz parte das atribuições da área de aquisições a identificação e o desenvolviemnto de fornecedores, bem como a Negociação das condições comerciais, visando consolidar parcerias de longo prazo e redução do custo logístico total na cadeia de abastecimento. Caso hajam aquisições de materiais no mercado internacional, o processo de importação e desembaraço também é gerenciado por esta equipe.

 

7. Operação: Usualmente, cabe à Logística abastecer as linhas produtivas com as matérias-primas e insumos, e delas recolher os produtos acabados. A produção propriamente dita geralmente está subordinada a divisão industrial, que tem sobre si diversas outras responsabilidades. Desta forma, a operação logística envolve especificamente o recebimento dos materiais, a inspeção, o registro, a identificação, o armazenamento, o controle (de inventário, FIFO, validade, temperatura, etc...), separação e a expedição. A habilidade primordial do profissional responsável pela operação é a liderança de pessoas, pois esta área pode envolver um expressivo contingente. Capacidade de comunicação, de motivação e de liderança situcional constrõem uma equipe flexível, assegurando resposta quando surgem os picos de demanda.

 

8. Atendimento aos Clientes: A principal interface da organização com seus clientes é uma área crítica, quaisquer que sejam os canais de comunicação (presença face-a-face, telefone, internet, força de vendas, etc). Desta forma, é preciso administrar os pedidos, o faturamento, o fullfilment e as consultas e reclamações. Presteza em atender e solucionar problemas para os clientes é fundamental nesta função, seja através do contato pessoal com empatia, seja no call-center suportado com tecnologia de consumer relationship  management (CRM).

 

9. Distribuição Física: Fazer os produtos chegarem aos clientes em tempo com custos reduzidos é a missão desta área, que geralmente representa a terceira maior parcela dos desembolsos de uma empresa. Assim, o gerenciamento dos transportes (sejam frotas próprias ou terceiros) e fretes requer conhecimento e análises de custos, na busca contínua de melhorias.

 

10. Serviço ao Cliente: Na retaguarga desta estrutura estão os profissionais que atuam em campo, na assistência técnica. Habilidade no trato com pessoas, bem como capacidade de resolver desafios com criatividade são fundamentais na instalação e na manutenção, trazendo uma solução efetiva aos clientes, que atenda suas expectativas originais.

 

Este é, portanto, o modelo de atribuições da função logística proposta. No entanto, neste ponto o leitor pode estar imaginando se bastam estas competências para que a estrutura opere bem ... E a resposta é – naturalmente - negativa.

 

A estrutura coorporativa da organização  presta serviços de apoio à logística, tais como a administração dos recursos humanos, do treinamento, da manutenção e dos custos, entre outras atividades. Cabe ao Diretor de Supply Chain a integração destas necessidades junto aos fornecedores internos e externos.

Conceber o Organograma de sua empresa é um desafiocomplexo e delicado.

Nota: Este é um modelo de referência para a descrição deste cargo: Consulte a Introdução. 
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