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Profissões da logística
Cartilha SCM

Gerenciamento da Execução

Neste artigo veremos como fazer acontecer o Supply Chain Management.

A execução implica em fazer cumprir o planejamento que estruturamos nos artigos anteriores, isto é, levar a cabo os processos logísticos e acompanha-los até sua conclusão, efetivando os planos do supply chain management (SCM). Como você já pode imaginar, esta gestão requer processamento muito ágil de uma enorme quantidade de dados.

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No sentido de acompanhar a situação de cada atividade ou pedido, o registros das alterações, a conformidade com as especificações e para prover visibilidade para a melhoria contínua inicialmente foram desenvolvidas soluções pioneiras para gerenciamento do chão-de-fabrica, denominadas Shop Floor Execution (SFX) ou Shop Floor Control (SFC). Naturalmente, estas soluções evoluiram e atualmente são classificadas como Manufacturing Execution Systems (MES) e Logistics Execution Systems (LES), incluindo as seguintes funcionalidades:

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  1. Gerenciamento dos processos: Através de regras e informações, o sistema aciona e monitora os processos previamente planejados, através das variáveis e atributos de seus produtos, roterizando alternativas quando necessário.

  2. Aquisição de dados: A captura (data collection), transferência e armazenamento eletrônico dos dados das operações, dos equipamentos, dos atributos dos produtos e das pessoas em um ambiente extramamente dinâmico ainda é um dos maiores desafios do SCM. Sistemas de coleta rápida de informações, tais como códigos de barras uni e bidirecionais, RFID e outras tecnologias de identificação automatizada ainda estão em franca evolução.

  3. Alocação de recursos: Nestas soluções liberamos e registramos os ativos envolvidos nas atividades programadas, dispondo de informações on-line de sua situação instantanea e produzindo um histórico de utilização.

  4. Rastreamento de produto: Mantém os registros dos materiais efetivamente aplicados, eventuais ajustes na estrutura do produto em determinado lote, bem como as operações realizadas, possibilitando posteriores comparações entre planejado e realizado.

  5. Gerenciamento da qualidade: Monitora instantanea, ou posteriormente, os atributos dos produtos e dos processos, bem como as tendências estatísticas, acionando alertas ou interrupções em situações de anomalia.

  6. Gerenciamento da mão-de-obra: Identifica o pessoal envolvido nas operações e qualificações, liberando privilégios de acesso, mantendo registros daquilo que foi executado. A comparação destes registros de desempenho servirá para avaliação, requalificação e distribuição de designações futuras.

  7. Encerramento de operações: Identifica os lotes concluídos e liberados em cada centro de trabalho ou ponto de controle, possibilitando processar as transferências e o custeio das operações.

  8. Análise do desempenho: Possibilita acompanhamento das atividades e indicadores críticos, oferecendo visibilidade em tempo real, bem como feedback para melhoria da acurácia dos dados.

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Focalizando no SCM, as soluções para gerenciamento da execução logística (LES) são resumidas em duas categorias: WMS (warehouse management systems, ou sistemas de gerenciamento de depósitos); e TMS (transport management systems, ou sistemas de gerenciamento de transportes). Ambas já foram comentadas nesta série e em diversos outros artigos, de forma que aqui abordaremos os principais conceitos que nos permitem customiza-las a cada processo logístico, posto que existem inúmeras especificidades.

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Assim, entre todos os conceitos relacionados, o mais crítico aqui é o gerenciamento dos processos, que envolve (1) Padronização; (2) Melhorias e; (3) Redesenho dos processos (inovação). Usualmente destacamos que no redesenho buscamos primeiro a simplificação, depois a integração e por último a automação.

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Na padronização buscamos formalizar os processos. Existem muitas maneiras disto, tais como escrever os procedimentos operacionais, conforme especifica a ISO 9000. A Tecnologia da informação também induz este esforço, na medida em que devemos alimentar os sistemas de gestão com os roteiros das operações, recursos e tempos requeridos.

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A partir daí, quaisquer divergencias que execedam um limite de torância são consideradas anomalias, e sempre que identificadas são registradas como não-conformidades, possibilitando a analise da ocorrência, identificação da causa do problema e a implementação de ações corretivas, preventivas e contingenciais.

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Em nossos projetos a ferramenta que mais subsídios agrega na implementação dos sistemas de gerenciamento da execução é a Estrutura Analítica das Rotinas (EAR), que divide o processo em uma hierárquia de sub-processos, atividades e tarefas. Na implementação do controle por código de barras na Komatsu Forrest, por exemplo, mapeamos a EAR e os pontos de controle, o que nos possibilitou especificar os equipamentos que seriam requeridos, considerando sua viabilidade economica. Em suma, primeiro identifique as necessidades, depois o modelo de gestão (lógica) para somente a partir daí especificar o hardware, e nunca o contrário. Faz sentido?

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Esta implementação requer um “arquiteto” do processo, capaz de identificar as regras operacionais, que possibilitarão ao sistema detectar o que esta acontecendo (evento), determinar o que o envolvido precisa saber naquele momento, e fornecer os subsídios para que o operador possa agir. É neste sentido que já esta se estabelecendo no SCM mais uma ferramenta, que é o gerenciamento de eventos na cadeia de abastecimento (SCEM, ou Supply Chain Event Management).

 

Conclusão

 

Devo destacar que os elementos efetivamente mais importantes para o gerenciamento da execução não foram explorados nesta ocasião. Refiro-me às pessoas e aos processos de comunicação e liderança. No entanto, vale lembrar ao leitor que abordamos estas peças fundamentais em artigos anteriores desta série, de forma que reconhecemos que nenhum destes sistemas funcionará com sucesso sem uma adequada infra-estrutura do SCM.

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