Qual é o placar do jogo? Você sabe de quanto está ganhando de seu concorrente? Pode ser que não, mas todos sabemos que, para melhorar a operação logística, os processos na cadeia de abastecimento e os serviços de suporte, medir é fundamental, pois “aquilo que não é medido não esta sendo gerenciado”.

Quando tratamos de controle significa falar de feedback sobre o que esta e o que não esta funcionando bem. Então, para perceber e controlar as diferenças entre o que foi planejado (baseline) e o que foi realizado, identidicamos desvios significativos através dos indicadores de desempenho, ou Key Performace Indicators (KPIs). Com este instrumento gerencial, o que for especificado é medido e é alcançado, através de comparações, onde definimos metas e tolerâncias e quando identificamos os desvios acionamos a intervenção, ajustando o andamento.

Indicadores de desempenho são elementos visuais que comunicam uma situação (conforme ou não) e sua tendência (evolução temporal). São usualmente calculados com base em fórmulas matemáticas entre variáveis quantificáveis (atributos definidos e apuráveis de um processo ou de seu resultado), com o propósito de acompanhar e controlar um determinado processo, comparando com metas previamente estabelecidas.

Assim, os indicadores de desempenho (ou métricas) nos mostram onde estamos e indicam onde deveríamos estar (meta), promovendo comportamentos e ações orientadas para as melhorias desejadas, sempre que necessárias.

 

Como já comentamos nesta série, visibilidade é fundamental no gerenciamento da cadeia de abastecimento. Este é um atributo crítico para o gerenciamento visual, de maneira a compartilhar informações com os demais colaboradores da organização e além dela, junto aos parceiros do negócio.

 

Para tanto, podemos apresentar os indicadores em diversos formatos: Relógio analógico, gráfico de linhas, barras, colunas, área, pizza, radar, dispersão, funil, semáforo, símbolos, etc. Isto sempre no sentido de alcançar uma comunicação a mais intuitiva possível.

Podemos adotar soluções próprias (pois existe muito espaço para expressar sua criatividade) bem como é possível adquirir soluções comerciais, evitando assim reinventar a roda. Considere para estas aplicações sistemas manuais (andons, kanban, flip charts, painéis, quadros, quadro de avisos, display de exposição, entre outros), sistemas automatizados (instrumentos analógicos, displays digitais e alarmes sonoros), bem como sistemas informatizados (listagens de sistemas ERP ou similares, queries e extratores como Crystall reports, ou ainda softwares de Business Inteligence (BI) e Executive Informations Systems (EIS), tais como Cognus, Hyperion, Microsoft Data Analyser, Oracle, Pilot Designer e Seagate Analysis.

 

Especificações para um sistema de controle efetivo

  • Os sinais são reconhecidos rapidamente?

  • São capazes de mostrar aquilo que se deseja monitorar?

  • Qualquer pessoa consegue visualizar?

  • Estes dispositivos trazem benefícios efetivos?

  • Todos compreendem?

  • Qualquer um pode usar?

 

No processo de controle no SCM, os indicadores nos reportam os desvios e nos alertam quando estes valores excedem as tolerâncias definidas. Para estabelecer parâmetros razoáveis, consideramos evoluções históricas ou referências obtidas por benchmark (marcos comparativos em processos similares).

Aqui vale lembrar Eliyahu Goldratt, quando este nos afirma que “- Diga-me como me medes e lhe direi como me comportarei”. Desta forma, aprendemos que é preciso arquitetar com muita sabedoria o sistema, porque o controle induz o comportamento dos envolvidos, e existe o risco de se obter resultados imprevisíveis e indesejados.

 

ScoreCard

 

Trata-se de um instrumento de comunicação da situação, que é formado por um conjunto de indicadores, tal e qual em um painel de instrumentos de um automóvel, no cockpit do avião, nos displays da bolsa de valores ou nos sinais vitais em uma unidade de terapia intensiva (UTI).

Acreditamos que o modelo conhecido como Balanced Scorecard (BSC), que é um placar de indicadores integrados e equilibrados que foi popularizado por Robert Kaplan e David Norton, se consagrou justamente por ter como mérito a simplicidade, equilíbrio e lógica.

O próprio termo Balanced agrega propositalmente um sentido de integração entre estratégia e gestão, propondo um equilíbrio entre interesse ocasionalmente antagônicos, tais como o curto versus longo prazo, indicadores financeiros versus não-financeiros, perspectivas internas versus externas, entre outros dilemas polêmicos no dia-a-dia empresarial. 

Naturalmente, em meio a tantas boas abordagens administrativas, não desejamos apenas embarcar em mais uma moda por mera conveniência, no entanto devemos aproveitar aquilo que é relevante nas boas idéias: Por exemplo, esta abordagem sugere que o mapa estratégico (arquitetura dos indicadores de desempenho ilustrada na figura a seguir) possua algo em torno de 20 a 25 indicadores gerenciais, interligados usando a lógica de causa e efeito (relações de causalidade). Faz muito sentido, pois assim trazemos foco ao sistema de gestão, enquanto sua simplicidade contribui com transparência e previsibilidade para o processo de comunicação.

Conclusão

 

Será que, enfim, teremos controle sobre os nossos processos logísticos? É possível, talvez. Alias, esperamos. É tudo uma questão de evolução, onde estamos experimentando os primeiros passos rumo a uma tendência inexorável de maior controle no SCM.

Fundamental será continuar evoluindo, e não apenas em termos de tecnologia, mas antes da mais nada, respeitando com ética a privacidade dos envolvidos, enquanto os processos se tornam mais e mais consistentes.

Inteligência é a capacidade de perceber e explorar diferenças

Cursos recomendados:
Cartilha SCM

Controle no SCM

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